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"Todo dia, a moça corria o quintal, procurando um arco-íris. Corria olhando para o alto, tropeçava e caía."

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Toda vez que se machucava, vinha chorando uma cor.
Um dia, chorou o anil até esvaziá-lo dos olhos.
Depois, chorou laranja, chorou vermelho e azul. Chorou verde. Violeta. Amarelo e até transparente!
Chorou todas as cores que tinha, todas as cores de dentro.
Então, abriu os olhos e nem o arco íris, ela viu. Não viu flores e borboletas não viu árvores e passarinhos.
Pensando que era ainda noite, deitou-se na cama e dormiu.
Pensando que era tudo escuro, nem levantar-se ela quis!
Ficou dormindo cinzenta, por dias e noites sem fim...
Foi quando um sonho, tão colorido, derramou-se dentro dela!
Tingiu o travesseiro e a fronha, o lençol e o pijama.Tingiu a meia e o quarto.
Tingiu as casas e os ninhos! A moça abriu a janela e viu que hoje não tinha arco íris.
Mas tinha o desenho das nuvens. Tinha as flores, passarinhos, e tinha VOCÊ.

(Traduzido e adaptado de um texto de Tara Whitney)

3 Recados:

Dalva Lima disse...

Olá Siglea! Passei para fazer ter uma visinha! Espero que vc esteja bemm...eu hoje estou meio tristinha! Mas amanhã será outro dia.....e Jesus estará me colocado no colo e curando meu males fisicos e espirituais!!
Um forte abraçõ
Dalva Lima
Http:Carinhoseartes.blogspot.com

Josinete Beatriz disse...

Bom dia, Siglea! Passei para desejar completa recuperação e dizer que essa postagem está linda! Amei! Bom fim de semana!!
Um grande abraço! Josi

Jacqueline Ramos disse...

que maravilhosa mensagem
amei seu blog
estou seguindo...
bjos

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Dia 19 de Março - Dia do Artesão

Dia 19 de Março - Dia do Artesão
Minha poesia é inglória, vive em bancas incertas.
Do pódio e das vitórias, traduz histórias discretas.
Nos dizeres, incontida, minha poesia é de lua, às vezes, reza vestida às vezes, discursa nua.
Meu poema é artesanato.
E sai-me pronto das mãos.
Coso-o, com muito cuidado, cirzo-o, sem distração.
Às vezes, vem das sucatas de contas e velhos botões, de renda e fitas baratas, da fieira dos piões.
Que ressona atrás da porta, tem os pêlos de um cão, no final das linhas tortas traz pena, paina, algodão. Tem cores das violetas, pose de pedra-sabão.
Nas asas da borboleta, nem coloca os pés no chão.
O poema-artesanato traz ponto-cruz, bordaduras.
É sempre um simples retrato de uma notória figura. Retirado da net.


São José Carpinteiro.

São José Carpinteiro.